ANÁLISE DE TEXTOS

Aprenda AGORA Português

Resumo e exercícios do livro "O Cortiço"

No artigo de hoje trago o resumo do livro Cortiço e alguns exercícios sobre esta obra que é um marco na Literatura brasileira e sempre aparece como obra fundamental do Naturalismo. Este livro, escrito por Aluísio de Azevedo nos ajuda a entender melhor a estética naturalista. Lá no site Mais Educativo temos alguns exercícios interesantes sobre este romance. Dos exercícios abaixo não posto o gabarito, pois foram usados numa atividade avaliativa para meus alunos de segundo ano do ensino Médio.

Leis os livros e faça exercícios para o vestibular

Resumo do livro O Cortiço

Um homem qualquer, trabalhador e muito economizador adquire fortuna, amiga-se a uma negra de um cego e sente cada vez mais sede de riqueza. Arranja confusões com um novo vizinho (Miranda) ao disputar palmos de terra. Chega a roubar para construir o que tanto almejava: um cortiço com casinhas e tinas para lavadeiras. Prosperou em seu projeto. João invejava seu vizinho. Veio morar na casa de Miranda, Henrique, acadêmico de medicina, a fim de terminar os estudos. Nessa casa, além de escravos e sua família morava um senhor parasita (Botelho, ex-empregado). D. Estela (esposa de Miranda) andava se "escovando" com o Henrique, porém acabaram sendo flagrados pelo velho Botelho.O cotidiano da vida no cortiço ia de acordo com a rotina e a realidade de seus moradores, onde lavadeiras eram o tipo mais comum. Jerônimo (português, alto, 35 a 40 anos), foi conversar com João oferecendo-lhe serviços para a sua pedreira. Com custo, depois de prosearem bastante, João aceitou a proposta, com a condição dele morar no cortiço e comprar em sua venda. A mudança de Jerônimo e Piedade se sucedeu sob comentários e cochichos das lavadeiras. Após alguns meses eles foram conquistando a total confiança de todos, por serem sinceros , sérios e respeitáveis. Tinham vida simples e sua filhinha estudava num internato. No domingo todos vestem a melhor roupa e se reúnem para jantar, dançar, festejar, tudo muito a vontade. Depois de três meses Rita Baiana volta. Nessas reuniões sobressaia o "Choro", muito bem representado pela Baiana e seu amante Firmo. Toda aquela agilidade na dança deixara Jerônimo admirado ao ponto de perder a noite em claro pensando na mulata. Pombinha tirava esses dias para escrever cartas. Henrique entretia-se a olhar Leocádia, que em troca de um coelho satisfez sua vontade física (transa), quando foram pegos por Bruno (seu marido), que bateu na mesma e despejou-a de sua casa depois de fazer um baita escândalo. Jerônimo mudou seus costumes, brigava com sua e a cada dia mais se afeiçoava pela mulata Rita. Firmo sentia-se enciumado. Florinda engravidou de Domingos (caixeiro da venda de João Romão), o mesmo foi obrigado a casar-se ou fornecer dotes. Foi aquele rebuliço em todo cortiço, nada mais falavam além disso, Florinda viu-se obrigada a fugir de casa. Léonie (prostituta alto nível) aparece emperiquitada com sua afilhada Juju, todos admiravam quanta riqueza, mas nem por isso deixaram sua amizade de lado. Léonie  era muito amiga de Pombinha. Na casa de Miranda era uma festa só! Ele havia sido agraciado com o título de Barão do Freixal pelo governo português. João indagava-se, por não ter desfrutado os prazeres da vida, ficando só a economizar. Diante de tal injúria, com muito mau humor implicava com tudo e todos do cortiço. Fez despejar na rua todos os pertences de Marciana. Acusou-a de vagabunda, acabando ela na cadeia. A festa do Miranda esquentava e João recebeu convite para ir lá, o que o deixou ainda mais injuriado. O forró no cortiço começou, porém briga feia se travou entre Jerônimo e Firmo. Barricada impedia a polícia entrar, o incêndio no 12 fez subir grande desespero, era um corre-corre, polícia, acidentados (Jerônimo levou uma navalhada) e para finalizar caiu uma baita chuva.João foi chamado a depor, muitos do cortiço o seguiram até a delegacia, como em mutirão. Rita incansavelmente cuidava do enfermo Jerônimo dia e noite. No cortiço nada se dizia a respeito dos culpados e vítimas. Piedade não se agüentava chorando muito descontente e desesperada por seu marido acidentado. Firmo não mais entrava por lá, ameaçado por João Romão de ser entregue a polícia. Pombinha amanheceu indisposta decorrente da visita feita no dia anterior à Léonie. Esta, como era de seu costume, atrancou Pombinha em beijos e afagos, pois era além de prostituta, lésbica. Isso deixara a menina traumatizada, que por força e insistência de sua mãe, saiu a dar voltas atrás do cortiço, onde cochilou, sonhou e ao acordar virou mulher. A festa se fez por D. Isabel, ao saber de tão esperada notícia. Estava Pombinha a preparar seu enxoval quando Bruno chegou e lhe pediu que escrevesse uma carta a Leocádia. Ele chorava... Ela, ao ver a reação de submissão dele, desfrutava sua nova sensação de posse do domínio feminino. Imaginava furtivamente a vida de todos, pois sua escrivania servia de confessionário. Via em seu viver que tudo aquilo continuaria, pois não haviam homens dignos que merecessem seu amor e respeito. Pombinha, mesmo incerta, casa-se com o Costa, foi grande a comoção no cortiço. Surgiu um novo cortiço ali perto, o "Cabeça de Gato". A rivalidade com o cortiço de João Romão foi criada. Firmo hospedou-se lá, tendo ainda mais motivos contra Jerônimo. João, satisfeito com sua segurança sobre os hóspedes, investia agora em seu visual e cultura, com roupas, danças, leituras e uma amizade com Miranda e o velho Botelho. Ele e o velho estavam tramando coisa com a filha do Barão. Fez-se um jantar no qual João foi todo emperiquitado. João naquele momento de auge em sua vida, via-se numa situação em que necessitava livrar-se da negra, chegou a pensar em sua morte. Sem nem mesmo repousar após sua alta do hospital, Jerônimo foi conversar com Zé  Carlos e Pataca a respeito do extermínio do Firmo. O dia corria, João proseava com Zulmira na janela da casa de Miranda, sentindo-se familiarizado. Jerônimo foi realizar seu plano encontrando-se com os outros dois no Garnisé (bar em frente ao cemitério). Pataca entrou no bar, encontrou por acaso com Florinda, que se ajeitara na vida e dera-lhe notícia que sua mãe parara num hospício. Firmo aparece e Pataca o faz sair até a praia com pretexto de Rita estar lá. Muito chapado seguiu-o. Lá os três treteiros espancaram-lhe e lançaram-lhe ao mar. Chovia muito e ao ir para casa, Jerônimo desiste e se dirige à casa da Rita. O encontro foi efervescente por ambas as partes. Tudo estava resolvido, fugiriam no dia seguinte. Piedade, ao passar das horas, mais desesperada ficava. Ao amanhecer do dia chorava aos prantos e no cortiço nada mais se ouvia senão comentários sobre o sumiço do Jerônimo. A morte de Firmo já rolava solta no cortiço. Rita encontrava-se com Jerônimo. Ele, sonhando começar vida nova, escreve logo ao vendeiro despedindo-se do emprego, e à mulher constando-lhe do acontecido e prometendo-lhe somente pagar o colégio da garota. Piedade e Rita se atracaram no momento em que a mulata saía de mudança, o cortiço todo e mais pessoas que surgiram, entraram na briga. Foi um tremendo alvoroço, acabara sendo uma disputa nacional (Portugueses x Brasileiros). Nem a polícia teve coragem de entrar sem reforço. Os Cabeças de Gato também entraram na briga. Travou-se a guerra, a luta dos capoeiristas rivais aumentava progressivamente quando o incêndio no 88 desatou, ensanguentando o ar. A causa foi a mesma anterior, por um desejo maquiavélico, a velha considerada bruxa incendiou sua casa, onde morreu queimada e soterrada, rindo ébria de satisfação. Com todo alvoroço, surgia água de todos os lados e só se pôs fim na situação quando os bombeiros, vistos como heróis, chegaram. O velho Libório (mendigo hospedado num canto do cortiço) ia fugindo em meio a confusão, mas João o seguiu. Estava o velho com oito garrafas cheias de notas de vários valores, essas que João roubou e fugiu, deixando-o arder em brasas. Morrera naquele incêndio a Bruxa, o Libório e a filhinha da Augusta além de muitos feridos. Para João o incêndio era visto como lucro, pois o cortiço estava no seguro, fazendo ele planos de expansão baseado no dinheiro do velho mendigo. Por conseqüências do incêndio Bruno foi parar no hospital, onde Leocádia foi  visitá-lo ocorrendo assim a reconciliação de ambos. As reformas expandiram-se até o armazém e as mudanças no estilo de João também alcançavam um nível social cada vez mais alto. Com amizade fortificada junto ao Miranda e sua família, pediu a mão de Zulmira em casamento. Bertoleza, arrasada e acabada daquela vida, esperava dele somente abrigo em sua velhice, nada mais.Jerônimo abrasileirou-se de vez. Com todos costumes baianos deleitava-se a viver feliz com a mulata Rita. Piedade desolada de tristeza habituara-se a beber e começou a receber visitas aos domingos de sua filhinha (9 anos), que logo cativou todo o cortiço, crismada por todos como "Senhorinha". Acabados por desgraças da vida, Jerônimo e Piedade não mais guardavam rancor um  do outro, ambos se estimavam e em comum possuíam somente a filha a cuidar. Jerônimo arrependia-se , mas não voltaria atrás. Deu-se a beber também. O cortiço não parecia mais o mesmo, agora calçado, iluminado e arrumado todo por igual. O sobrado do vendeiro também não ficara para trás nas reformas. Quem se destacou foi Albino (lavadeiro homossexual) com a arrumação de sua casa. A vida transcorria, novos moradores chegavam. Já não se lia sob a luz vermelha na porta do cortiço "Estalagem de São Romão", mas sim "Avenida São Romão". Já não se fazia o "Choradinho" e a "Cana-verde", a moda agora era o forrobodó em casa, e justo num desses em casa de das Dores, Piedade enchera a cara e Pataca é que lhe fizera companhia querendo agarrá-la depois de ouvir seus lamentos, mas a caninha surtiu efeito (vômito) e nada se sucedeu. João Romão não pregara os olhos a pensar no que fazer para dar um fim na crioula  Bertoleza. Agostinho (filho da Augusta) sofrera acidente na pedreira, ficara totalmente estraçalhado. Foi aquele desespero no cortiço. Botelho foi falar a João logo cedo. Bertoleza ao ouvir, pôs-se respeito diante da situação e exigiu seus direitos, discutiram o assunto e nada resolveram. João se irritara e tivera a idéia de mandá-la de volta ao dono propondo esse serviço ao velho Botelho, que aliás recebia dele remuneração por tudo que lhe prestava. Em volta do desassossego e mau estar de João e Bertoleza o armazém prosperava de vento em poupa aumentando o nível dos clientes e das mercadorias. Sua Avenida agora era freqüentada por gente de porte mais fino como alfaiates, operários,  artistas, etc. Florinda ainda de luto por sua mãe Marciana, estava envolvida agora com um despachante. A Machona (Augusta) quebrara o gênio depois da morte de Agostinho. Neném arrumara pretendente. Alexandre fora promovido à sargento. Pombinha juntara-se à Léonie e atirara-se ao mundo. De tanto desgosto, D. Isabel (mãe de Pombinha) morrera em uma casa de saúde. Piedade recebia ajuda da Pombinha para sobreviver, pois estimava Senhorinha, apesar de saber que o fim da pobre garotinha seria como o seu. Mesmo assim  Piedade foi despejada indo refugiar-se no Cabeça de Gato, que tornara-se  claramente um verdadeiro cortiço fluminense. Ocorreu um encontro em uma confeitaria na Rua do Ouvidor, entre a família do Miranda, o Botelho e o João Romão que puseram-se a prosear. Na volta, seguindo em direção ao Largo São Francisco, João e Botelho optaram em ficar na cidade a conversar sobre o fim que se daria a crioula. Estava tudo certo, seu dono iria buscá-la junto á polícia. Quando isso sucedeu-se, ao ver-se sem saída, impetuosa a fugir, com a mesma faca que descamava e limpava peixes para o João, Bertoleza rasgou seu ventre fora a fora. Naquele mesmo instante João Romão recebera um diploma de sócio benemérito da comissão abolicionista.

Exercícios sobre o livro O Cortiço

Estalagem de São Romão. Alugam-se casinhas e tinas para lavadeiras."
As casinhas eram alugadas por mês e as tinas por dia; tudo pago adiantado. O preço de cada tina, metendo a água, quinhentos réis; sabão à parte. As moradoras do cortiço tinham preferência e não pagavam nada para lavar. [...]
E aquilo se foi constituindo numa grande lavanderia, agitada e barulhenta, com as suas cercas de varas, as suas hortaliças verdejantes e os seus jardinzinhos de três e quatro palmos, que apareciam como manchas alegres por entre a negrura das limosas tinas transbordantes e o revérbero das claras barracas de algodão cru, armadas sobre os lustrosos bancos de lavar. E os gotejantes jiraus, cobertos de roupa molhada, cintilavam ao sol, que nem lagos de metal branco.
E naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade quente e lodosa, começou a minhocar, a esfervilhar, a crescer, um mundo, uma coisa viva, uma geração, que parecia brotar espontânea, ali mesmo, daquele lameiro, e multiplicar-se como larvas no esterco.
O cortiço. São Paulo, Ática, 1997.
1.  No fragmento lido, o narrador utiliza uma visão panorâmica para descrever o surgimento de um cortiço. Na sua opinião, que relação existe entre o distanciamento em que se coloca perante a cena apresentada e o estilo realista?

2.  Uma característica naturalista do fragmento é o paralelo entre o cortiço e o mundo animal, estabelecido por palavras e expressões que evocam este mundo, aproximando o cortiço de seus domínios.
a. Transcreva o parágrafo que melhor ilustra essa afirmação.
b. Destaque, do parágrafo transcrito, os verbos que indicam tratar-se de uma proliferação promíscua, bestial de pessoas.
c. Agora destaque, do mesmo parágrafo, conjuntos de substantivos e adjetivos que constituem e caracterizam o ambiente do cortiço.

3. A fusão entre os seres e o ambiente a que pertencem, vendo os primeiros como produtos do segundo, é outro traço naturalista fortemente presente no trecho. Que comparação presente no fragmento pode ser utilizada para justificar tanto a animalização do homem quanto a sua redução às condições ambientais?

4.  Predominam no trecho lido características realistas ou naturalistas? Explique sua resposta.

5. Assinale as afirmativas corretas a propósito do Naturalismo 
(     ) O ser é retratado como produto do meio.
(     ) O escritor evita julgar ações e personagens de um ponto de vista ético e moral, pois seu intuito é expor e analisar cientificamente a realidade.
(     ) É um tipo de Realismo que tenta explicar romanticamente a conduta e o modo de ser das personagens.
(     ) No Brasil, o romance naturalista exalta o homem metafísico, em oposição ao homem animal, cujas ações e intenções o escritor condena.
(     ) Tem como características, entre outras, o determinismo biológico, a tematização do patológico e a aplicação do método experimental.

6. Identifique quais dos comentários abaixo dizem respeito à época naturalista e assinale a alternativa correta.
I – A fuga das impressões vulgares, a concentração nas visões interiores constituem, entre outros, traços típicos do Naturalismo, responsável pelo isolamento da sociedade, pelo ideal da torre de marfim;
II - O naturalista observa o homem por meio do método cientifico, impessoal e objetivamente, como um caso a ser analisado. 
III. A visão da vida no Naturalismo e mais determinista, mais mecanicista: o homem aparece como maquina guiada pela ação das leis físicas, químicas, pela hereditariedade e meio físico e social. 
IV. Para os naturalistas, a natureza era a fonte de inspiração, lugar de refugio puro, não contaminado pela sociedade. Relacionada com esse culto, a ideia do "bom selvagem", do homem simples e bom em estado de natureza (recuperado de Rousseau) dominou toda a época. 
(     ) Apenas o item IV esta correto. 
(     ) II e III estão corretos. 
(     ) Apenas o item I esta correto. 
(     ) I e IV estão corretos. 
(     ) III e IV estão corretos.

Atividade de interpretação para 5ª série

Uma das dificuldades dos professores que acessam este site atrás de bons exercícios para seus aluno é que nosso conteúdo é quase exclusivamente para Ensino Médio. Isso porque o material que produzo é, invariavelmente, para meus alunos e eu trabalho apenas com Ensino Médio hoje. Mas nos meus arquivos ainda há material de quando eu lecionava para a antiga quinta série. Dentre estes exercícios está a lista que usei como tarefa de casa antes de uma atividade avaliativa. Para aqueles que farão o Enem [inscrição para o Enem], este não é um exercício que exija muito. Se quer fazer exercícios de interpretação de textos para o Enem, visite o site Mais Educativo. Há uma coletânea bastante interessante por lá sobre isso.

Prepare-se melhor para as provas deste ano!

Lista de exercícios de interpretação

Leia com atenção e responda o que se  pede


IDENTIDADE

Às vezes nem eu mesmo
Sei quem sou.
Às vezes sou
Ô meu queridinho”,
Às vezes sou
“moleque malcriado”.
Para mim
Tem vezes que eu sou rei,
Herói voador,
Caubói lutador,
Jogador campeão.
Às vezes  sou pulga,
Sou mosca também ,
Que voa e se esconde
De medo e vergonha
Às vezes eu sou Hércules,
Sansão vencedor
Peito de aço,
Goleador!
Mas o que importa
O que pensam de mim?
Eu sou quem sou,
Sou assim,
Sou menino.
1- Segundo o poema, nem sempre um menino é o "queridinho”. Cite ocasiões ou situações em que crianças são “queridinhas”.

2- A frase: “Às vezes nem eu mesmo sei quem sou” revela:
(  ) dúvida       (   ) certeza    (   ) precisão    (   ) incerteza    (   )  decisão    (   ) hesitação

3- O que o menino pode ter feito para ser chamado do “moleque  malcriado”? Marque (V) ou (F):
(   ) quando desobedece os adultos.
(   ) quando tem um excelente comportamento.
(   ) quando fala  palavrão
(   ) quando incomoda os adultos
(   ) quando não se comporta como os adultos desejam.

4- Assinale as alternativas corretas:
(   ) Os meninos descobrem logo sua identidade.
(   ) A busca da identidade é algo demorado e complexo.
(   ) Às vezes as crianças se sentem eufóricas, vencedoras, às vezes se sentem deprimidas.
(   ) Devemos levar sempre em conta as opiniões dos outros sobre nós.
(   ) Não importa o que os outros pensam  a nosso respeito, importa o que somos.

5- Quantos versos há no poema acima?

6 – No  poema há rimas?
Cite algumas

7– Escreva que tipo de pronome são as palavras abaixo:
eu =
quem =
mim=
se =
meu =

8– Copie do poema dois substantivos próprios.

9– Copie do poema dois substantivos comuns.

Oralidade e escrita no Enem

No artigo de hoje retomamos as atividades aqui no blog. Foi um grande hiato que culminou com o início de um projeto bastante ambicioso na área da Educação, o site Mais Educativo. Este é um projeto que não quer apenas se limitar à Língua Portuguesa. Para isso temos aqui o site Análise de Textos. Naquele projeto abordaremos as principais disciplinas que ajudam o estudante a entrar numa universidade. Além de focar no Enem, temos uma variedade enorme de jogos para entretenimento e também artigos que abordam assuntos da atualidade, saúde, beleza e também comportamento. Visite o site, siga-o nas redes sociais e vamos junto para mais um ano de atividades.

Como a oralidade e a escrita são cobradas na prova do Enem?

Exercícios: Linguagem oral e escrita

Abaixo você vai encontrar seis exercícios envolvendo as diferenças entre a linguagem oral e escrita. São exercícios com gabarito para facilitar a vida daqueles que não têm tempo e, talvez, chance de assistir às aulas de Língua Portuguesa presencialmente. Caso queira ver mais alguns exercícios sobre linguagem, acesse este link do novo projeto educacional.

1.   Qual a relação existente entre os textos 1 e 2 transcritos a seguir e as considerações feitas até aqui sobre a escrita e a leitura na vida das pessoas em uma sociedade letrada?

Texto 1
Os brasileiros vão enfrentar no mercado de trabalho uma crescente concorrência vinda de fora. As empresas que estão indo para o Brasil estão levando junto um grau de cobrança com o qual a maioria dos brasileiros jovens não está acostumada, inglês, matemática, computador são o bê-a-bá. Os jovens profissionais têm de, além disso, tentar aprender a se comunicar por escrito de modo claro e lógico.
ALCÂNTARA, Eurípedes. Veja. São Paulo: Abril, 11 dez. 1996. (Fragmento).

Texto 2
Representantes dos 26 milhões de analfabetos do País, muitos reprovados [candidatos a vereador submetidos a uma prova de português por um juiz eleitoral na cidade de Registro/SP] já atuam como vereadores há bastante tempo, aprovando e rejeitando leis sem sequer saber o que elas significam exatamente ou no que vão interferir na vida dos habitantes de uma cidade. "O fato de não saber ler, de não compreender o que está lendo ou não interpretar direito uma lei leva a uma série de situações absurdas que encontramos nas legislações municipais", afirma o juiz Caramuru Afonso Francisco [...] que reprovou oito dos 36 candidatos que chamou para exame.
OLIVEIRA, Malu de. IstoÉ. São Paulo: Três. (Fragmento).

» Leia o texto a seguir e responda às questões de 2 a 6.

A regreção da redassão

Semana passada recebi um telefonema de uma senhora que me deixou surpreso. Pedia encarecidamente que ensinasse seu filho a escrever.
— Mas, minha senhora — desculpei-me —, eu não sou professor.
— Eu sei. Por isso mesmo. Os professores não têm conseguido muito.
— A culpa não é deles. A falha é do ensino.
—  Pode ser, mas gostaria que o senhor ensinasse o menino. O senhor escreve muito bem.
— Obrigado — agradeci —, mas não acredite muito nisso. Não coloco vírgulas e nunca sei onde botar os acentos. A senhora precisa ver o trabalho que dou ao revisor.
— Não faz mal — insistiu —, o senhor vem e traz o revisor.
—  Não dá, minha senhora — tornei a me desculpar —, eu não tenho o menor jeito com crianças.
— E quem falou em crianças? Meu filho tem 17 anos.
Comentei o fato com um professor, meu amigo, que me respondeu: "Você não deve se assustar, o estudante brasileiro não sabe escrever". No dia seguinte, ouvi de outro educador: "O estudante brasileiro não sabe escrever". Depois li no jornal as declarações de um diretor da faculdade: "O estudante brasileiro escreve muito mal". Impressionado, saí à procura de outros educadores. Todos me disseram: acredite, o estudante brasileiro não sabe escrever. Passei a observar e notei que já não se escreve mais como antigamente. Ninguém mais faz diário, ninguém escreve em portas de banheiros, em muros, em paredes. Não tenho visto nem aquelas inscrições, geralmente acompanhadas de um coração, feitas em casca de árvore. Bem, é verdade que não tenho visto nem árvore.
— Quer dizer — disse a um amigo enquanto íamos pela rua — que o estudante brasileiro não sabe escrever? Isto é ótimo para mim. Pelo menos diminui a concorrência e me garante o emprego por mais dez anos.
— Engano seu — disse ele. — A continuar assim, dentro de cinco anos você terá que mudar de profissão.
—  Por quê? — espantei-me. — Quanto menos gente sabendo escrever, mais chance eu tenho de sobreviver.
— E você sabe por que essa geração não sabe escrever?
— Sei lá — dei com os ombros —, vai ver que é porque não pega direito no lápis.
— Não senhor. Não sabe escrever porque está perdendo o hábito da leitura. E quando o perder completamente, você vai escrever para quem?
Taí um dado novo que eu não havia considerado. Imediatamente pensei quais as utilidades que teria um jornal no futuro: embrulhar carne? Então vou trabalhar num açougue. Serviria para fazer barquinhos, para fazer fogueira nas arquibancadas do Maracanã, para forrar sapato furado ou para quebrar um galho em banheiro de estrada? Imaginei-me com uns textos na mão, correndo pelas ruas para oferecer às pessoas, assim como quem oferece hoje bilhete de loteria:
— Por favor, amigo, leia — disse, puxando um cidadão pelo paletó.
— Não, obrigado. Não estou interessado. Nos últimos cinco anos a única coisa que leio é bula de remédio.
— E a senhorita não quer ler? — perguntei, acompanhando os passos de uma universitária. — A senhorita vai gostar. É um texto curioso.
— O senhor só tem escrito? Então não quero. Por que o senhor não grava o texto? Fica mais fácil ouvi-lo no meu gravador.
—  E o senhor, não está interessado nuns textos?
—  É sobre o quê? Ensina como ganhar dinheiro?
—  E o senhor, vai? Leva três e paga um.
—  Deixa eu ver o tamanho — pediu ele. Assustou-se com o tamanho do texto:
— O quê? Tudo isso? O senhor está pensando que sou vagabundo? Que tenho tempo para ler tudo isso? Não dá para resumir tudo em cinco linhas?
NOVAES, Carlos Eduardo. A cadeira do dentista e outras crônicas. 7. ed. São Paulo: Ática , 2001.(Para gostar de ler, v. 15).

2.    O autor do texto acima surpreende-se com o fato de várias pessoas afirmarem que "o estudante brasileiro não sabe escrever". Como pode ser entendida essa afirmação e de que maneira está relacionada à leitura?

3.   O título sugere que o problema da escrita pode ser atribuído à dificuldade, demonstrada por muitos falantes, com um aspecto específico da representação escrita da língua.
►  Que aspecto é esse?
►  O que, no título, permite identificá-lo?
►  É possível atribuir apenas a esse aspecto a dificuldade que os jovens demonstram ter em relação à escrita?

4.    O autor afirma que, pelo fato de as pessoas não saberem escrever, seu emprego estaria garantido. Por que ele chega a essa conclusão?

5.  Qual o equívoco, apontado pelo amigo, do raciocínio do escritor?

6.   Concordando com o amigo, o escritor passa a imaginar situações que confirmem essa perspectiva.
►  Quais são elas?
►  Tais perspectivas podem, de fato, vir a se concretizar? Há, na realidade, algo que confirme essas possibilidades?

Gabarito dos exercícios

1.   Os dois textos apontam para uma mesma conclusão: a competência em leitura e escrita é fundamental para que o indivíduo tenha boas oportunidades profissionais e para que, como cidadão, possa participar de modo crítico da discussão de questões cruciais para a comunidade em que vive.

2.    A afirmação faz referência ao fato de os estudantes estarem escrevendo mal, isto é, não expressarem de maneira adequada as suas ideias por meio da escrita. O fator determinante dessa dificuldade de representação do pensamento por meio da escrita seria o desapego à leitura por parte dos jovens brasileiros.

3.   Ortografia
►  A grafia incorreta de "regreção" e "redassão".
►  O autor parece querer insinuar que o único aspecto responsável pela dificuldade dos jovens é a ortografia. mas não é possível chegar a essa conclusão, uma vez que a mera representação gráfica não é o aspecto mais importante a ser considerado. mais importante que isso no processo da escrita é a articulação das ideias.

4.    Porque, segundo ele, quanto menos gente souber escrever, menor será a concorrência para ele, um escritor.

5.  Ele não percebe que a dificuldade dos jovens com a escrita deve-se ao desapego à leitura. Portanto, na realidade, a sua profissão estará ameaçada, num futuro próximo, já que não haverá leitores para os seus textos.

6.    ► O escritor passa a imaginar que utilidades um jornal passaria a ter (embrulhar carne, fazer
barquinhos, fogueira, forrar sapato furado, substituir o papel higiênico em casos de emergência). mas a perspectiva mais aterradora seria a de ele próprio oferecer seus textos a pessoas que não o leriam por motivos variados: só leem o estritamente necessário, preferem gravações ou resumos.
►  Talvez não com o exagero apresentado pelo autor do texto. De fato, as pessoas, hoje em dia, parecem dar preferência a outros meios, como a televisão, para a aquisição de informações com maior rapidez. A leitura, para muitos, é sinônimo de obrigação ou desprazer e não é vista como meio para a compreensão e construção do mundo.

Relações sintáticas – 10 Exercícios

No artigo de hoje vou continuar com as atividades que iniciei lá no blog Quero Aprender Português ainda nesta semana. Para ver os primeiros exercícios, clique aqui. Bem, temos, nos últimos artigos, falado sobre a importância de estudar a Língua Portuguesa sem nos fixarmos apenas na morfologia. Interpretar textos vai além de conhecer o significado das palavras. É necessário estabelecer relações entre elas para que o todo passe a fazer sentido. Por isso, peço que você não só leia o artigo de hoje e faça os exercícios como também compartilhe nossas atividades.

Exercícios de análise sintática

Observe a tirinha a seguir para responder às questões de 1 a 4.

ha

1. O humor da tirinha incide sobre um equívoco do Sargento tainha. de que maneira esse equívoco é produzido?

2. Qual foi a intenção da pergunta de sua companheira?

3. Classifique, do ponto de vista sintático, a oração "você está mais gordo".

4. Reelabore a pergunta da companheira do Sargento tainha, de maneira a desfazer a ambiguidade da questão original. Faça apenas as alterações necessárias, preservando a ideia original do autor.

Leia o texto a seguir.

A teia da vida

O boi come o capim, que, por sua vez, comeu terra. O homem come o boi. Uma muriçoca chupa o sangue do homem e deixa a malária, que se multiplica, provocando febre, até matar o cara de anemia. Morto e enterrado, uma mosca vai lá e põe seus ovos — para revoarem depois como novas moscas — e, com isso, se dá a putrefação e quantidades imensas de corós ficam comendo a carne podre. O que restou daquele sujeito, a terra come. Fecundada, fertilizada, nela brota o capim, que um boi come e começa tudo outra vez. [...]

RIBEIRO, Darcy. Noções de coisas. 4. ed. São Paulo: FTD, 1999. p. 40-41. (Fragmento).

  • Corós: tipo de larva, especialmente de besouros escarabeídeos, encontrado no solo.

5.  Identifique os verbos intransitivos presentes nesse excerto do texto.

6.   "Morto e enterrado, uma mosca vai lá e põe seus ovos [...] e, com isso, se dá a putrefação e quantidades imensas de corós ficam comendo a carne podre." a qual lugar se refere o advérbio lá nesse período?

Leia o texto a seguir para responder às questões 7 e 8.

A maioria das camisinhas fabricadas no Brasil foi condenada num teste feito na Holanda, e uma revista brasileira publicou a matéria "Barreira frágil" sobre o elástico assunto. [...]
Sujeito perdido — Em [...] parágrafo dessa matéria, diz a revista: "Em breve, as camisinhas vendidas no Brasil serão submetidas a novos testes no Brasil e em outros laboratórios internacionais para conferir o resultado do exame holandês." Não importa a repetição distraída de "Brasil", mas nesse textículo quem fará o quê? [...]

MACHADO, Josué. Manual da falta de estilo. São Paulo: Best Seller, 1994. (Fragmento).

7. O autor do texto identifica um problema de natureza sintática no texto da matéria citada. Que problema é esse?

8. O que, no comentário de Josué Machado, permite identificar o problema?

9. Leia o texto a seguir.

Sujeito à toa — Às vezes falta, às vezes sobra sujeito. Há algum tempo criaram em nossa língua a figura exótica do sujeito reforçado ou duplo. Ele se alastra tanto que pouca gente o estranha. Uma revista publicou a seguinte frase há algum tempo: "Antônio Kandir aponta alguns fatores que ele considera vantajosos". (O grifo é nosso, como dizem os entendidos. Quaisquer entendidos.) Para que serve o ele na frase? Mais balanço?

MACHADO, Josué. Manual da falta de estilo. São Paulo: Best Seller, 1994. (Fragmento).

Com base no comentário do autor sobre o "sujeito reforçado ou duplo", explique, do ponto de vista gramatical, o significado da expressão "sujeito à-toa" que abre o texto transcrito.

10. No trecho a seguir, extraído de uma crônica do escritor Carlos Heitor Cony, podemos ver contextualizada uma interessante questão sobre os usos do verbo andar, na língua portuguesa.

Há pessoas que me perguntam o que ando escrevendo. Para começar, não ando escrevendo. Quando sou obrigado a escrever, a primeira coisa que habitualmente faço ê não andar: Fico parado diante do computador que me deslumbra e chateia, croce e delizia al cor, como na ópera de Verdi.

CONY, Carlos Heitor. Cruz e delícia. In: Os anos mais antigos do passado. Rio de Janeiro: Record, 1998.
(Fragmento).

  • Croce e delizia al cor: referência à ária da ópera La Traviata, de G. verdi, na qual o amor é apresentado como "cruz e delícia" do coração.

O que se observa sobre o verbo destacado?

Exercício bônus

Leia o texto a seguir para responder ao que se pede.

Enlace

No convento da senhorita Sandra Carvalho e engenheiro Nóbrega Santos, contraíram beneditinos ontem o matrimônio, sendo seus pais as próprias testemunhas.


PAULILLO, Maria Célia R.A. (Org.). Literatura comentada: Millôr Fernandes. São Paulo: Abril Educação, 1980. (Fragmento).

Diga que efeito de sentido Millôr Fernandes produz no texto transcrito.