Técnicas de redação: erros comuns



Certamente você já recebeu por e-mail ou encontrou isso em algum blog por aí. Bem, se já conhece, considere ler estas postagens que considero interessantes também.


1. Vc. deve evitar abre., etc.

2. Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, segundo deve ser do conhecimento inexorável dos copidesques. Tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisístico.

3. Anule aliterações altamente abusivas.

4. "não esqueça das maiúsculas", como já dizia dona loreta, minha professora lá no colégio alexandre de gusmão, no ipiranga.

5. Evite lugares-comuns assim como o diabo foge da cruz.

6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.

8. Chute o balde no emprego de gíria, mesmo que sejam maneiras, tá ligado?

9. Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa merda.

10. Nunca generalize: generalizar, em todas as situações, sempre é um erro.

11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.

12. Não abuse das citações. Como costuma dizer meu amigo: "Quem cita os outros não tem idéias próprias".

13. Frases incompletas podem causar

14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez. Em outras palavras, não fique repetindo a mesma idéia.


5 comentários:

Felipe Xavier disse...

Eu ri muito ao ler o texto, mas o pior é que é verdade.
Seguindo estas 14 compactas e bem humoradas regras, dá-se para fazer um "texto excelente". Você conseguiu reunir de forma perfeita os erros cometidos.

Richard disse...

rsrsrs! O bom é que você explicou e mostrou como se faz errado!

Bauru disse...

Felipe, valeu pela visita, meu amigo. O texto na verdade não é meu, mas concordo contigo. Dizer de forma compacta e divertida é, talvez, a melhor forma de se ensinar e de aprender.

Richard, sou o exemplo mais fiel do aprenda errando. Já fiz muito disso aí em meus textos.

uhugalera disse...

Hi, Bauru...

Se eu conseguisse parar de rir, faria um comentário relevante!

Verdades nuas e cruas, no seu texto e neste meu comment!

[]'s @inaciorolim

Bauru disse...

Eita, Inácio, acredita que vejo muito disso em redação? Valeu mesmo pela visita, viu!

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A linguagem, as palavras e o mundo

— Psiu, não digas nada. As palavras emocionadas saem da boca depressa demais e costumam terminar dizendo coisas que não são totalmente verdadeiras. E devemos ser respeitosos com as palavras, porque elas são a vasilha que nos dá a forma. [...] E a palavra que nos faz humanos, que nos diferencia dos outros animais. A alma está na boca. Mas, para nossa desgraça, os humanos já não respeitam o que dizem. [...] as palavras não devem ser como mel, pegajosas e espessas, doces armadilhas para moscas incautas, e sim como cristais transparentes e puros que permitam contemplar o mundo através delas.
MONTERO, Rosa. História do rei transparente. Rio de Janeiro: Ediouro, 2006. Tradução: Joana Angélica d'Ávila Melo. p. 119. (Fragmento).
"É a palavra que nos faz humanos, que nos diferencia dos outros animais." Reconhecer a linguagem como uma atividade humana significa dar a ela a devida dimensão na nossa relação com o mundo. Dentre todas as linguagens, é a língua natural — aquela que falamos — que nos dá identidade, permite a nomeação do mundo à nossa volta, participa da criação de categorias mentais a partir das quais nos relacionamos com a realidade em que estamos inseridos. A língua está na base de nossos questionamentos e indagações sobre o modo como o mundo se organiza e sobre como nos relacionamos com ele e com as pessoas com as quais convivemos.
Porque nos confere identidade, o modo como utilizamos a nossa língua é sempre objeto de análise e avaliação. Como falantes, participamos de um diálogo permanente no qual somos ao mesmo tempo atores e espectadores da performance dos nossos interlocutores. Julgamos e somos julgados a partir do uso que fazemos da língua portuguesa.
Estudar os diferentes modos de organização e uso da língua portuguesa significa, nessa perspectiva, lembrar sempre que esse estudo só tem sentido se nos tornar capazes de compreender o jogo de sentido produzido pelos atores que participam da construção do discurso e é para isso que este blog existe.