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Clarice Lispector – Exercício de interpretação de textos


Eis que de repente vejo que não sei nada. O gume de minha faca está ficando cego? Parece-me que o mais provável é que não entendo porque o que vejo agora é difícil; estou entrando sorrateiramente em contato com uma realidade nova para mim e que ainda não tem pensamentos correspondentes e muito menos ainda alguma palavra que a signifique. É mais uma sensação atrás do pensamento.

Neste trecho de Clarice Lispector, expõe-se uma convicção muitas vezes determinante para seu modo de produção ficcional:
a) o ato de narrar persegue a revelação de coisas essenciais que desafiam a expressão.

b) a narrativa deve registrar fielmente as ações sobre as quais o narrador se debruça.

c) às idéias mais claras e cortantes devem corresponder as palavras mais simples.

d) toda história tem que determinar por si mesma o movimento natural das palavras.

e) só se pode encontrar uma nova realidade quando se está liberto das puras sensações.

Resposta: A


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