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Exercício de interpretação de textos com gabarito [13]


TEXTO CV

UNI-RIO

Neste momento, o bordado está pousado em cima do console e o interrompi para escrever, substituindo a tessitura dos pontos  pela das palavras, o que me parece um exercício bem mais difícil. Os pontos que vou fazendo exigem de mim uma habilidade e um adestramento que já não tenho.  Esforço-me e vou conseguindo vencer minhas deficiências. As palavras, porém, são mais difíceis de adestrar e vêm carregadas de uma vida que se foi desenrolando dentro e fora de mim, todos esses anos. São teimosas, ambíguas e ferem. Minha luta com elas é uma luta extenuante.
Assim, nesse momento, enceto duas lutas: com as linhas e com as palavras, mas tenho a certeza que, desta vez, estou querendo  chegar a um resultado semelhante e descobrir ao fim do bordado e ao fim desse texto algo de delicado, recôndito e imperceptível sobre o meu próprio destino e sobre o destino dos seres que me rodeiam. Ontem, quando entrei no armarinho para escolher as linhas, vi-me cercada de pessoas com quem não convivia há muito tempo, ou convivia muito pouco, de cuja existência tinha esquecido. Mulheres de meia-idade que compravam lãs para bordar tapeçarias, selecionando animadamente e com grande competência os novelos, comparando as cores com os  riscos trazidos, contando os pontos na etamine, medindo o tamanho do bastidor. Incorporei-me a elas e comecei a escolher, com grande acuidade, as tonalidades das minhas meadas de linha mercerizada. Pareciam pequenas abelhas alegres (...) levando a sério as suas tarefas (...) Naquelas mulheres havia alguma coisa preservada, sua capacidade de bordar dava-lhes uma dignidade e um aval. Não queria que me discriminassem, conversei com elas de igual para igual, mostrando-lhes os pontos que minha pequena mão infantil executara. (JARDIM, Rachel. O penhor chinês. 4a ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1990)

757) Nesse texto que você acaba de ler, estabelece-se uma relação entre bordar e escrever, ações que se desenvolvem no esforço da tessitura. Assinale a opção em que o comparativo “bem mais difícil”, aplicado ao tecido do texto, justifica-se com maior propriedade.
a) As palavras são como os pontos do bordado: exigem adestramento de quem vai usá-las.
b) Palavras e pontos sujeitam-se documente ao toque do artista.
c) Palavras têm vida própria e exigem sensibilidade para se deixarem usar.
d) Palavras são prenhes de significado e, portanto, podem independer de quem as emprega.
e) Palavras são, por vezes, ambíguas, o que não ocorre com os pontos do bordado.

758) Com “Esforço-me e vou conseguindo vencer minhas deficiências”, a autora se refere:
a) ao esforço para suplantar a inibição que as palavras lhe causam
b) ao esforço que lhe custa o tecido do texto
c) à deficiência visual que lhe dificulta tecer o bordado
d) à sua própria dificuldade enquanto tecelã
e) às muitas deficiências gramaticais que necessita vencer

759) Pode-se depreender da leitura do 7o período que:
a) o bordado, tanto quanto o texto tecido, permite o resgate de algo adormecido na memória.
b) os pontos do bordado, mais que as palavras, contribuem para avivar, na memória, algo recôndito.
c) os pontos do bordado, menos que as palavras, mostram a delicada tessitura da obra.
d) as palavras, assim como os pontos do bordado, escondem a inexorabilidade do destino.
e) as palavras, mais que os pontos do bordado, escondem o traçado imperceptível da obra.

760) Neste momento (Io período) e nesse momento (7o período) referem-se a(ao):
a) um único momento: o da escolha
b) dois tempos distintos: o do bordado e o da escrita
c) tempo de retomada do bordado
d) momento da ida ao armarinho
e) momento da escritura e ao atual momento de vida

761) A conjunção que, usada antes da oração “...de  cuja existência tinha esquecido”, não altera o sentido do 8o período é:
a) pois
b) ou
c) logo
d) nem
e) e

762)A expressão “...abelhas alegres” (11° período) justifica, especificamente, a significação expressa, no 9º período, com:
a) “mulheres de meia-idade...”
b) “...para bordar tapeçarias...”
c) “...selecionando animadamente e com grande competência os novelos...”
d) “...comparando as cores com os riscos trazidos...”
e) “...medindo o tamanho do bastidor”

763) O adjetivo preservada (“alguma coisa preservada” - 12° período) significa:
a) passível de corrupção
b) escondida
c) defendida de perigos
d) intacta ’
e) vigiada

TEXTO CVI

O MITO E O MUNDO MODERNO

MOYERS: Por que mitos? Por que deveríamos importar-nos com os mitos? O que eles têm a ver com minha vida?
CAMPBELL: Minha primeira resposta seria: “Vá em frente, viva a sua vida, é uma boa vida - você não precisa de mitologia”. Não acredito que se possa ter interesse por um assunto só porque alguém diz que isso é importante. Acredito em ser capturado pelo assunto, de uma maneira ou de outra. Mas você poderá descobrir que, com uma introdução apropriada, o mito é capaz de capturá-lo. E então, o que ele poderá fazer por você, caso o capture de fato?
Um de nossos problemas, hoje em dia, é que não estamos familiarizados com a literatura do espírito. Estamos interessados  nas notícias do dia e nos problemas do momento. Antigamente, o campus de uma  universidade era uma espécie de área hermeticamente fechada, onde as notícias do dia não se chocavam com a atenção que você dedicava à vida interior, nem com a magnífica herança humana que recebemos de nossa grande tradição - Platão, Confúcio, o Buda, Goethe e outros, que falam dos valores eternos, que têm a ver com o centro de nossas vidas. Quando um dia você ficar velho e, tendo as necessidades imediatas todas atendidas, então se voltar para a vida interior, aí bem, se você não souber onde está ou o que é esse centro, você vai sofrer. As literaturas grega e latina e a Bíblia costumavam fazer parte da educação de toda gente. Tendo sido suprimidas, toda uma tradição de informação mitológica do Ocidente se perdeu. Muitas histórias se conservaram, de hábito, na mente das pessoas. [...] (CAMPBELL, Joseph. O poder do mito. Com Bill Moyers. Org. Betty Sue Flowers. Tradução de Carlos Felipe Moisés. São Paulo: Associação Palas Athena, 1990. p. 3-4)

766) A leitura do texto permite afirmar que a conjunção e, presente no título,
sugere idéia de
a) adição
b) explicação
c) conseqüência
d) alternância
e) contraste

767) Considerando que  ironia seja um recurso com o qual se afirma o contrário do que se enuncia, aponte a alternativa em que tal recurso se manifesta.
a) [...] as notícias não se chocavam com a atenção  que você dedicava à vida interior.
b) E então, o que ele poderá fazer por você, caso o capture de fato?
c) [...] o campus de uma universidade era uma espécie de área hermeticamente fechada.
d) Vá em frente, viva a sua vida, é uma boa vida - você não precisa de mitologia.
e) Quando um dia você ficar velho [...], se você não souber onde está [...], você vai sofrer.

768) Da leitura do texto, pode-se depreender que
a) entre outros, Platão, Confúcio, Goethe e Buda são os responsáveis pela mitologia.
b) a satisfação das necessidades imediatas dos velhos propicia-lhes uma sobrevida feliz.
c) o centro interior do homem idoso foi definido por Platão, Confúcio, Buda e Goethe, entre outros.
d) o possível sofrimento do velho depende, entre outras coisas, da preocupação com a sua vida interior.
e) a literatura do espírito não é acolhida nos campus das universidades declaradamente fechadas.

769) Aponte a alternativa em que a reescrita da frase “Tendo sido suprimidas, toda uma tradição de informação mitológica do Ocidente se perdeu” conserva, de acordo com o texto, o conteúdo original.
a) Após sua preservação, não se assegurou a transmissão da mitologia ocidental.
b) Com sua supressão, desapareceu a tradição inteira de informação mitológica do Ocidente.
c) O suprimento dessas literaturas acarretou o fim da mitologia ocidental.
d) Com o seu desaparecimento, frustrou-se a mitologia do Ocidente.
e) Sua eliminação determinou o desaparecimento de toda a mitologia do Ocidente. 

TEXTO CVII

É DISSO QUE O BRASIL PRECISA

O grau de maturidade econômica de uma sociedade  pode  ser aferido com a ajuda de índices conhecidos, como o  produto interno  bruto do país. O estágio de  maturidade política também conta com alguns indicadores. Um deles é a ocorrência  seqüenciada de eleições livres, sem 5 sustos nem sobressaltos.E como descobrir o grau de  maturidade social de uma nação? Índices  que medem  a violência e a criminalidade são  úteis para a avaliação. Mas de um tempo para  cá surgiu um dado novo: a taxa de  envolvimento   das pessoas  com o trabalho social.Não que a filantropia seja novidade ou invenção moderna. Mas a onda do bem tornou-se um 10 fenômeno especialmente notável nos últimos trinta anos.Nos países mais civilizados,a presença da filantropia, também chamada de terceiro setor, é mais perceptível. Nas nações menos desenvolvidas socialmente,o trabalho  voluntário  é mais embrionário. O Brasil está num meio-termo. Do ponto de vista do resultado financeiro, 15 está entre os países que menos investem no social. Mas, quando  se analisa o voluntariado pelo exército envolvido, alguma coisa   espantosa está acontecendo. Há milhões de brasileiros dedicando-se a tarefas sociais [...]. (VEJA Especial, 8.12.2001, p. 8)

770) Da leitura do texto, depreende-se que o pronome isso, do título, aponta
para
a) o grau de maturidade social de uma comunidade
b) a ocorrência seqüenciada de eleições livres
c) o grau de maturidade econômica de uma nação
d) o envolvimento das pessoas no trabalho social
e) a eliminação da distância entre ricos e pobres

771) A preposição  com  na expressão  “com  a ajuda de índices conhecidos”
possui idéia de
a) companhia
b) instrumento
c) causa
d) concessão
e) dúvida 

772) Em lugar de filantropia poderia, no texto, figurar
a) antropofobia
b) humanidade
c) humanismo
d) humanitarismo
e) misantropia

773) Em “Nos países mais civilizados, [...] a presença da filantropia [...] é mais perceptível.”, depreende-se um julgamento de valor, segundo o qual o Brasil não compõe o grupo desses países. De acordo  com o texto, pode-se contrapor a essa asserção
a) o número de voluntários do trabalho social
b) o acanhado investimento financeiro no social
c) o surgimento do voluntariado nessas nações
d) a presença, nesses países, do terceiro setor
e) a atuação do terceiro setor em tais países

774) Antepostos ou pospostos a outros, alguns vocábulos podem sofrer alteração de sentido, como ocorre, por exemplo, com novo: novo escrivão e escrivão novo.  Indique a alternativa em que se manifesta um desses vocábulos.
a) O estágio de maturidade econômica também conta com bons indicadores.
b) Não que a filantropia seja novidade ou invenção moderna.
c) [...] alguma coisa espantosa está acontecendo.
d) [...] está entre os países que menos investem socialmente.
e) [...] a onda do bem tornou-se um fenômeno especialmente notável.

775) Em “índices  que medem  a violência e a criminalidade são úteis...”, o termo destacado poderá, sem prejuízo do sentido e com a necessária adequação sintática, ser substituído por
a) mensuráveis
b) incomensuráveis
c) mensurais
d) dimensíveis
e) mensuradores

TEXTO CVIII

- Então, quando se casa, D. Ismênia?
- Em março. Cavalcanti já está formado e...
Afinal a filha do general pôde responder com segurança à pergunta que   se   lhe   vinha   fazendo  há  quase  cinco  anos.  O  noivo  finalmente encontrara o fim do curso de dentista e marcara o  casamento para daí a três meses. A alegria foi grande na família; e, como em tal caso, uma alegria não poderia passar sem um baile, uma festa foi anunciada para o sábado que se seguia ao pedido da pragmática. As  irmãs   da  noiva,  Quinota,  Zizi,  Lalá  e  Vivi,  estavam   mais contentes que a irmã nubente. Parecia que ela lhes ia deixar o caminho desembaraçado, e fora a irmã quem até ali tinha impedido que se casassem. Noiva havia quase cinco anos, Ismênia já se sentia meio casada. Esse sentimento junto a sua natureza pobre fê-la não sentir um pouco mais de alegria. Ficou no  mesmo.  Casar,  para  ela,  não  era  negócio  de paixão, nem se inseria no sentimento ou nos sentidos: era uma idéia, uma pura idéia. Aquela sua inteligência rudimentar tinha separado da idéia de casar o amor, o prazer dos sentidos, uma tal ou qual liberdade, a maternidade, até o noivo. Desde menina, ouvia a mamãe dizer: “Aprenda a fazer  isso,  porque  quando  você  se  casar...”  ou  senão:  “Você   precisa aprender a pregar botões, porque quando você se casar...”.
A todo instante e a toda hora, lá vinha aquele - “porque, quando você se casar...” - e a menina foi se convencendo de que toda a existência só tendia para o casamento. A instrução, as satisfações íntimas, a alegria, tudo isso era inútil; a vida se resumia numa coisa: casar. De resto, não era só dentro de sua família que ela encontrava aquela preocupação. No colégio, na rua, em casa das famílias conhecidas, só se falava em casar. “Sabe, D. Maricota, a Lili casou-se; não fez grande negócio, pois parece que o noivo não é lá grande coisa”; ou então: “A Zezé está doida para arranjar casamento, mas é tão feia, meu Deus!...” (BARRETO, Lima - Triste Fim de Policarpo Quaresma - Scipione, São Paulo. 1994 - p. 25)

776) Segundo o texto, pode-se afirmar que a relação do casal de nubentes era
a) de amor, pois já fazia quase cinco anos de noivado
b) de acomodação, pois, pelo menos da parte de Ismênia, não havia paixão
c) de equilíbrio, uma vez que não havia mais os arrebatamentos da paixão
d) desejada pela família, apesar de esta não cobrar casamento das filhas
e) de cumplicidade, pois sendo um relacionamento horizontal, os dois partilhavam sentimentos, projetos e decisões 

777) Em relação ao texto, todas as alternativas abaixo são verdadeiras, exceto:
a) A submissão anula a identidade do ser humano, faz dele um autômato sem desejos, sentimentos ou sonhos.
b) Quando se adestra um ser humano em vez de educá-lo, quando seu destino é traçado pela cultura de que faz parte, prejudica-se o seu desenvolvimento afetivo e intelectual.
c) O machismo diminui a figura feminina na sociedade a ponto de fazê-la pensar que, sem um marido, não consegue ser alguém ou até mesmo viver.
d) O autor tratou o assunto sem fazer uso do humor ou da ironia, uma vez que esse é um tema sério que precisa ser visto e discutido pela sociedade.
e) O casamento, visto como fim em si mesmo, não representa a realização afetiva da mulher, mas o único objetivo de sua vida.

778) Podemos afirmar que Ismênia representa a) a mulher comedida, cautelosa que, para se defender da sociedade machista, não se deixa arrebatar pelas paixões desenfreadas
b) o perfil de companheira ideal, pois sabe ser paciente e tolerante a ponto de esperar a formatura do noivo para traçar os planos para o casamento
c) a mulher-objeto que não foi educada para sentir, para ser, mas para desempenhar apenas o papel de coadjuvante na sociedade
d) o equilíbrio, pois mesmo sendo cobrada pela sociedade, esperou que seu noivo concluísse o curso superior para marcar a data do casamento
e) uma exceção, pois dificilmente as mulheres de sua época seriam ou agiriam como ela

779) A construção sintática “uma festa foi anunciada para o sábado”, sem modificar-lhe o sentido, pode ser substituída por:
a) Uma festa esteve anunciada para o sábado.
b) Uma festa tinha sido anunciada para o sábado.
c) Anunciava-se uma festa para o sábado.
d) Anunciou-se uma festa para o sábado.
e) Anunciara-se uma festa para o sábado.

780) Com base no texto, marque a opção em que é feita uma comparação:
a) “...Ismênia já se sentia meio casada.”
b) “...estavam mais contentes que a irmã nubente.”
c) “...fê-la não sentir um pouco mais de alegria.”
d) “...o noivo não é lá grande coisa...”
e) “...mas é tão feia, meu Deus!...” 

TEXTO CIX

No início   do   mês   o   Instituto   Vox   Populi   foi   às   ruas   para   saber  o que   a   população  pensa sobre os medicamentos   genéricos.    Colheu   uma revelação   surpreendente:    80%   dos   entrevistados  já  incorporaram   essa alternativa   a seus   hábitos de consumo.   Além  dos   ganhos   econômicos, a nova realidade   rendeu frutos políticos.    O ministro   da Saúde, José Serra, obteve  a melhor avaliação   entre toda  a  equipe   de   FHC, com  percentuais capazes   de   causar  inveja ao   presidente.   Os genéricos estão   abrindo   as portas   do   mercado   para   uma   população  que   há   anos era   mantida   à margem.   Os medicamentos sem marca  aprovados   pela Vigilância Sanitária somam hoje 115 tipos e estão chegando às   farmácias a preços, em média, 30%   mais  baratos. Tamanha revolução foi ajudada   pelos holofotes acesos pela   CPI  dos  Medicamentes, que  acabou  inibindo um   novo  boicote   dos laboratórios   multinacionais    bem-sucedidos   na   sua   primeira    investida, ainda  em 1993.   No  ritmo  desta verdadeira  revolução, a indústria  nacional disparou gordos investimentos.   Hoje, entre os  fabricantes de remédios já aprovados,   apenas   um é   de  origem   estrangeira.   Com  tantos   êxitos, os genéricos estão se tornando uma unanimidade nacional. (JB, 19/08/00)

781) Ao dizer, no final do texto, que os genéricos  estão se tornando uma unanimidade nacional, o autor quer dizer que:
a) quase todos os brasileiros consideram o advento  dos genéricos uma medida positiva.
b) os genéricos já estão alcançando, em sua distribuição, todo o território nacional.
c) todos os genéricos, em breve espaço de tempo, serão de fabricação brasileira.
d) os genéricos estão alcançando, no Brasil todo, um sucesso imprevisível.
e) os genéricos passaram a ser vistos, pelos brasileiros, como ótimos investimentos.

782) O que a pesquisa do Vox Populi revelou de surpreendente foi que:
a) os genéricos já são consumidos por grande parte da população.
b) 80% da população brasileira tanto consomem genéricos quanto os remédios tradicionais.
c) grande parte dos consumidores fazem parte de cooperativas que fornecem genéricos. 
d) os genéricos só são consumidos por quem está bem informado sobre essa revolução.
e) os genéricos estão rendendo frutos econômicos e políticos.

783) A prova dos frutos políticos do advento dos genéricos é:
a) a alta popularidade do ministério de FHC
b) a avaliação pública do ministro José Serra
c) a baixa popularidade do presidente
d) a aceitação dos genéricos por parte da população
e) os altos investimentos feitos no setor

784) A população “que há anos era mantida à margem” se refere àquela parte da população que:
a) não investia no setor farmacológico.
b) desconhecia a utilidade dos genéricos.
c) só se tratava com remédios de marca.
d) não ficava doente.
e) não tinha condições econômicas de adquirir remédios.

785) Os genéricos marcam, segundo o texto, uma série de oposições em  relação aos remédios tradicionais; a oposição NÃO indicada pelo texto é:
a) sem marca X com marca
b) mais baratos X mais caros
c) fabricação nacional X fabricação estrangeira
d) muito conhecimento X pouco conhecimento
e) mais consumidores X menos consumidores

786) A sigla CPI, presente no texto, significa:
a) Centro de Proteção ao Investidor
b) Comissão Parlamentar de Inquérito
c) Cooperativa Parlamentar de Investigação
d) Casa do Pequeno Investidor
e) Comissão Privada de Investigação

787) Segundo o texto, os laboratórios multinacionais:
a) aceitaram passivamente a chegada dos genéricos.
b) criaram uma CPI para os genéricos.
c) passaram a investir na produção de genéricos.
d) tentaram torpedear a revolução dos genéricos.
e) auxiliaram na criação dos genéricos.

788) “Hoje, entre os fabricantes de genéricos já aprovados, apenas um é de origem estrangeira.”; neste segmento, o vocábulo que mostra a opinião do autor do texto sobre o assunto abordado é:
a) já 
b) apenas
c) hoje
d) estrangeira
e) aprovados

789) “Hoje, entre os fabricantes de remédios já aprovados, apenas um é de origem estrangeira.”. Infere-se desse segmento que:
a) para a fabricação dos genéricos é necessária uma aprovação de órgão competente.
b) os fabricantes estrangeiros estão ganhando terreno na fabricação dos genéricos. ;
c) os fabricantes estrangeiros não estão recebendo autorização para a fabricação de genéricos.
d) a situação atual de fabricação de genéricos é de baixa produção.
e) só hoje o Governo intervém na fabricação de remédios.

790)  “Além dos  ganhos econômicos, a nova realidade rendeu frutos políticos.”; a locução além de expressa, neste caso:
a) concessão
b) explicação
c) adição
d) localização
e) causa

791) O item em que o termo sublinhado está empregado no sentido próprio original e não no sentido figurado é:
a) “Além dos ganhos econômicos, a nova realidade rendeu frutos políticos.”
b) “...com percentuais capazes de causar inveja ao presidente.”
c) “Os genéricos estão abrindo as portas do mercado...”
d) “...a indústria disparou gordos investimentos.”
e) “Colheu uma revelação surpreendente:...”

792)”...que acabou inibindo um novo boicote dos laboratórios multinacionais...”; neste caso, o verbo acabar apresenta o mesmo significado que em:
a) A pesquisa da Vox Populi acabou há duas semanas.
b) Acabamos de ler o texto.
c) Os genéricos acabaram de chegar às farmácias.
d) Isso não vai acabar bem.
e) Ele se acabou na festa! 

TEXTO CX

A ÁRVORE E O HOMEM

O     PRIMEIRO...     problema     que     as     árvores     parecem   propor-nos é   o de nos   conformarmos   com a   sua mudez. Desejaríamos  que falassem, como   falam os animais, como   falamos nós mesmos. Entretanto, elas e as pedras  reservam-se o  privilégio do  silêncio,  num   mundo em que todos os seres  têm  pressa de  se desnudar. Fiéis a si mesmas, decididas   a   guardar um   silêncio   que   não está à mercê dos   botânicos,   procuram   as   árvores ignorar   tudo   de   uma   composição   social   que   talvez   se   lhes   afigure monstruosamente   indiscreta,  fundada  como  está na linguagem   articulada,
no jogo de transmissão do mais  íntimo pelo  mais coletivo.  Grave e solitário, o tronco vive num  estado de impermeabilidade ao som, a que os humanos atingem por alguns   instantes e  através   da tragédia clássica. Não   logramos comovê-lo,   comunicar-lhe   a   nossa   intemperança. Então, incapazes de trazê-lo   para   a nossa   domesticidade,   consideramo-lo   um   elemento   da paisagem, e   pintamo-lo.   Ele   pende, lápis   ou óleo,  de   nossa parede, mas esse artifício não nos ilude,  não incorpora a árvore à atmosfera de nossos cuidados. O fumo   dos cigarros,   subindo até o quadro,  parece   vagamente aborrecê-la,   e certas  árvores de Van   Gogh, na   sua crispação,  têm algo de protesto. (ANDRADE, C. Drummond de. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973. p. 798)

793) É FALSO afirmar, a respeito do conteúdo desse texto, que:
a) a capacidade da fala é atribuída a todos os seres animados.
b) seu autor reforça a tese de que, para os seres humanos, a posse da linguagem articulada é um privilégio.
c) o silêncio das árvores é um mistério para os cientistas.
d) o desenho e a pintura são simples artifícios para integrar as árvores no ambiente social e humano.
e) parece às árvores que a socialização da intimidade através da linguagem articulada é uma indiscrição.

794) No texto, a maioria das palavras e expressões  refere-se basicamente a dois universos: o das árvores e o dos homens. A alternativa que reúne EXCLUSIVAMENTE palavras relativas ao universo dos homens é:
a) crispação - silêncio
b) intemperança - botânicos
c) paisagem - impermeabilidade
d) cuidados - solitário
e) atmosfera – mudez

795) A atribuição de características humanas às árvores vem expressa no texto por várias expressões/palavras, EXCETO pela da opção:
a) propor-nos
b) fiéis
c) grave
d) ignorar
e) domesticidade

796) Os conectivos “Entretanto” e “Então” encadeiam partes do texto exprimindo, respectivamente:
a) oposição e conseqüência
b) oposição e tempo
c) tempo e conseqüência
d) tempo e conclusão
e) tempo e tempo 

757 c  758 d  759 a  760 e 761 e 762 c 763 d  764 b  765 c 766 e 767 d  768 d  769 b  770 d
771 b  772 d  773 a  774 c  775 e  776 b  777 d  778 c  779 d  780 b 781 a  782 a  783 b  784 e 785 d  786 b  787 d  788 b  789 a  790 c 791 b  792 d  793 b  794 b  795 e  796 a   

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