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Aprenda Português – exercícios sobre advérbio


O advérbio é uma classe de palavras invariável. Pode modificar um verbo, um adjetivo e o próprio advérbio. Abaixo você encontrará uma série de exercícios de múltipla escolha sobre advérbios. Todos eles já vêm com gabarito.

EXERCÍCIOS PRÁTICOS SOBRE ADVÉRBIO COM GABARITO

1) (PUC) - No período:

"Da própria garganta saiu um grito de admiração, que Cirino acompanhou, embora com menos entusiasmo",

A palavra destacada expressa uma idéia de:

a) explicação.

b) concessão.

c) comparação.

d) modo.

e) conseqüência.

2) (Uelondrina 1999) - A frase em que as palavras em maiúsculo pertencem à mesma classe gramatical é:

a) Hoje eu O vi empurrando O carro que acabou de comprar do irmão.

b) Os canteiros de flores COLORIDAS eram o ENCANTO daquela pracinha.

c) Era SEMPRE atraente, mas naquele MOMENTO pareceu-lhe deslumbrante.

d) Pensou em sair DALI DEPRESSA, mas ela o reteve mais um pouco.

e) Naquele CORRE-CORRE nada mais se ACHAVA no lugar.

3) (Unirio 1999) - A partida dos homens

1 Aproximou-se da janela, sentiu frio nos ombros nus, olhou a terra onde as plantas viviam quietas. O globo movia-se e ela estava sobre ele de pé. Junto a uma janela, o céu por cima, claro, infinito. Era inútil abrigar-se na dor de cada caso, revoltar-se contra os acontecimentos, porque os fatos eram apenas um rasgão no vestido, de novo a seta muda indicando o fundo das coisas, um rio que seca e deixa ver o leito nu.

2 A frescura da tarde arrepiou sua pele, Joana não conseguiu pensar nitidamente - havia alguma coisa no jardim que a deslocava para fora de seu centro, fazia-a vacilar... Ficou de sobreaviso. Algo tenta mover-se dentro dela, respondendo, e pelas paredes escuras de seu corpo subiam ondas leves, frescas, antigas. Quase assustada, quis trazer a sensação à consciência, porém cada vez mais era arrastada para trás numa doce vertigem, por dedos suaves. Como se fosse de manhã. Perscrutou-se, subitamente atenta como se tivesse avançado demais. De manhã?

3 De manhã. Onde estivera alguma vez, em que terra estranha e milagrosa já pousara para agora sentir-lhe o perfume? Folhas secas sobre a terra úmida. O coração apertou-se-lhe devagar, abriu-se, ela não respirou um momento esperando... Era de manhã, sabia que era de manhã... Recuando como pela mão frágil de uma criança, ouviu, abafado como em sonho, galinhas arranhando a terra. Uma terra quente, seca... o relógio batendo tin-dlen...tin...dlen... o sol chovendo em pequenas rosas amarelas e vermelhas sobre as casas... Deus, o que era aquilo senão ela mesma? mas quando? não sempre...

4 As ondas cor-de-rosa escureciam, o sonho fugia. Que foi que perdi? que foi que perdi? Não era Otávio, já longe, não era o amante, o homem infeliz nunca existira. Ocorreu-lhe que este deveria estar preso, afastou o pensamento impaciente, fugindo, precipitando-se... Como se tudo participasse da mesma loucura, ouviu subitamente um galo próximo lançar seu grito violento e solitário. Mas não é de madrugada, disse trêmula, alisando a testa fria... O galo não sabia que ia morrer! O galo não sabia que ia morrer! Sim, sim: papai que é que eu faço? Ah, perdera o compasso de um minueto... Sim... o relógio batera tin-dlen, ela erguera-se na ponta dos pés e o mundo girava muito mais leve naquele momento. Havia flores em alguma parte? e uma grande vontade de se dissolver até misturar seus fios com o começo das coisas. Formar uma só substância, rósea e branda - respirando mansamente como um ventre que se ergue e se abaixa, que se ergue e se abaixa... (...)

Clarice Lispector - (PERTO DO CORAÇÃO SELVAGEM)

Em "A frescura DA TARDE arrepiou sua pele," (par.2), a expressão em maiúsculo funciona como agente do elemento nominal anterior. Em que trecho destacado o mesmo tipo de estruturação se repete?

a) "sentiu frio NOS OMBROS NUS," (par.1)

b) "... e ela estava sobre ele DE PÉ." (par.1)

c) "Era inútil abrigar-se na dor DE CADA CASO," (par.1)

d) "quis trazer a sensação À CONSCIÊNCIA," (par.2)

e) "Havia flores EM ALGUMA PARTE?" (par.4)

4) (Fuvest 1999) - O espectador de olhar imediatista talvez tenha dificuldade para apreender a principal qualidade de KENOMA. Tal mérito não ocupa a tela de modo escancarado, mas por meio do acúmulo de imagens. É preciso aceitar o ritmo cadenciado e os silêncios da narrativa para perceber a sintonia da direção com o ambiente retratado - um grotão esquecido do Brasil, registrado por uma câmera realista, às vezes documental, mas com toques lúdicos. Mérito significativo em se tratando de um relato de investigação sobre uma realidade social e geográfica distante dos realizadores. Ainda mais em uma época tomada por filmes cujo ritmo acelerado impede a permanência das imagens na retina e a apreensão de seus significados após a sessão.

(ÉPOCA, 31/08/98, p. 89)

No 2o. período do texto, o advérbio NÃO localizar-se-ia melhor se posto imediatamente antes do elemento que está negando:

a) tal mérito.

b) a tela.

c) de modo escancarado.

d) por meio do acúmulo.

e) de imagens.

5) (Uelondrina 1996) - O rapaz QUE O procurou queria saber seu novo endereço.

Os termos em destaque são, respectivamente,

a) conjunção integrante - pronome pessoal - advérbio.

b) pronome relativo - pronome pessoal - advérbio.

c) conjunção integrante - pronome pessoal - adjetivo.

d) conjunção integrante - artigo - advérbio.

e) pronome relativo - artigo - adjetivo.

6) (Uelondrina 1994) - Pergunta-se QUANTOS são AO CERTO OS que foram premiados.

As classes a que pertencem as expressões em destaque na frase acima são, respectivamente,

a) advérbio de intensidade, locução prepositiva, artigo definido.

b) pronome interrogativo, advérbio de modo, artigo definido.

c) advérbio de intensidade, locução prepositiva, pronome demonstrativo.

d) pronome interrogativo, locução adverbial, pronome demonstrativo.

e) pronome indefinido, locução adverbial, artigo definido.

7) (Puccamp 1995) - A questão da descriminalização das drogas se presta a freqüentes simplificações de caráter maniqueísta, que acabam por estreitar um problema extremamente complexo, permanecendo a discussão quase sempre em torno da droga que está mais em evidência.

Vários aspectos relacionados ao problema (abuso das chamadas drogas lícitas, como medicamentos, inalação de solventes, etc.) ou não são discutidos, ou não merecem a devida atenção. A sociedade parece ser pouco sensível, por exemplo, aos problemas do alcoolismo, que representa a primeira causa de internação da população adulta masculina em hospitais psiquiátricos. Recente estudo epidemiológico realizado em São Paulo apontou que 8% a 10% da população adulta apresentavam problemas de abuso ou dependência de álcool. Por outro lado, a comunidade mostra-se extremamente sensível ao uso e abuso de drogas ilícitas, como maconha, cocaína, heroína, etc.

Dois grupos mantêm acalorada discussão. O primeiro acredita que somente penalizando traficantes e usuários pode-se controlar o problema, atitude essa centrada, evidentemente, em aspectos repressivos.

Essa corrente atingiu o seu maior momento logo após o movimento militar de 1964. Seus representantes acreditam, por exemplo, que "no fim da linha" usuários fazem sempre um pequeno comércio, o que, no fundo, os igualaria aos traficantes, dificultando o papel da Justiça. Como solução, apontam, com freqüência, para os reconhecidamente muito dependentes, programas extensos a serem desenvolvidos em fazendas de recuperação, transformando o tratamento em um programa agrário.

Na outra ponta, um grupo "neoliberal" busca uma solução nas regras do mercado. Seus integrantes acreditam que, liberando e taxando essas drogas através de impostos, poderiam neutralizar seu comércio, seu uso e seu abuso. As experiências dessa natureza em curso em outros países não apresentam resultados animadores.

Como uma terceira opção, pode-se olhar a questão considerando diversos ângulos. O usuário eventual não necessita de tratamento, deve ser apenas alertado para os riscos. O dependente deve ser tratado, e, para isso, a descriminalização do usuário é fundamental, pois facilitaria muito seu pedido de ajuda. O traficante e o produtor devem ser penalizados. Quanto ao argumento de que usuários vendem parte do produto: é fruto de desconhecimento de como se dão as relações e as trocas entre eles.

Duplamente penalizados, pela doença (dependência) e pela lei, os usuários aguardam melhores projetos, que cuidem não só dos aspectos legais, mas também dos aspectos de saúde que são inerentes ao problema.

(Adaptado de Marcos P. T. Ferraz, Folha de São Paulo)

A alternativa em que o advérbio exprime idéia de INTENSIDADE é:

a) a sociedade parece ser pouco sensível.

b) usuários fazem sempre um pequeno comércio.

c) ... atitude essa centrada, evidentemente, em aspectos repressivos.

d) ... somente penalizando traficantes e usuários.

e) ... duplamente penalizados.

8) (Ufu 1999) - Em todas as alternativas a palavra em destaque indica circunstância de tempo, EXCETO:

a) "Mas Eduardo tampouco estava de acordo e era uma opinião de peso, JÁ que o comerciante concorda em dividir as despesas do enterro." (J. Amado)

b) "Ao seu lado, solidários na dor e na cabeça, vagabundos diversos faziam coro às suas lamentações e suspiros. JÁ tivera conhecimento da notícia, compreendeu Curió ao ver a cena." (J. Amado)

c) "Chegara o tempo do merecido descanso. JÁ poderia falar livremente de Joaquim Soares da Cunha, louvar-lhe a conduta de funcionário, esposo e pai." (J. Amado)

d) "Mas JÁ estavam atrasados para a peixada de Mestre Manuel e o jeito, daí a pouco, foi despertar Quincas." (J. Amado)

e) "A pergunta coçava-lhe a garganta, não resistiu: - O padre JÁ veio?." (J. Amado)

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