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Exercício sobre propaganda publicitária [gabarito]


Publiquei há algum tempo um exercício com uma propaganda do Banco do Brasil. Você pode conferí-lo nesse link. Aqui, trago um comentário sobre o exercício com o texto publicitário. É preciso aprofundar com os alunos nesse tipo de texto, pois os vestibulares o estão usando e as aulas de redação cada vez mais o apresenta como coletânea.

Comentário para o professor: Pode-se aproveitar o texto publicitário para aprofundar com os alunos questões como a da arbitrariedade do signo lingüístico em contraposição à motivação dos ícones: você pode mostrar como, entre cada palavra escrita (no caso, o significante do signo lingüístico) e aquilo que ela significa (no caso, o significado está indicado no ícone relativo), há uma relação arbitrária e convencionada, enquanto entre cada ícone e aquilo que ele representa há uma relação motivada, ou seja, o ícone reproduz de forma estilizada aquilo a que se refere. Vale a pena levar em conta que ícones de todo tipo rodeiam a vida dos alunos, principalmente no mundo dos programas de computador. E que o uso desses símbolos no texto publicitário confere a ele um tom de atualidade e modernidade que, sem dúvida, faz parte das intenções do produtor do anúncio.

Resposta esperada dos alunos: Os alunos devem perceber que a cada signo lingüístico corresponde um ícone genérico, ou seja, cada signo se refere na verdade a uma classe de seres ou objetos a que cada ícone também se refere. A exceção é o signo banco, para o qual o ícone (na verdade, um logotipo) particulariza um indivíduo único, e não mais uma classe. Com essa estratégia, o redator publicitário quer dizer que a cada signo corresponde um conceito genérico; ao signo banco, um único conceito, justamente o do Banco do Brasil, produto anunciado. Em outras palavras: o Banco do Brasil é tão bom (segundo o anúncio) que virou sinônimo de banco...

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