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6 CARACTERÍSTICAS DE UM TEXTO BEM ESCRITO


Quando falamos a respeito a linguagem nos textos, esbarramos sempre naquelas opiniões controversas de que desde que sejamos claros, não importa se nosso texto é cheio de erros. O que não se leva em questão é que o nosso texto pode ter diversos receptores e por isso mesmo, quanto mais uniforme for a linguagem, mas fácil será eliminar os ruídos da comunicação decorrentes, por exemplo, do vocabulário.

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Vejam, por exemplo, que as correspondências oficiais utilizam uma linguagem específica que precisa atender a uma série de princípios de objetividade e de obediência às normas cultas da língua. Por isso, é indispensável  o conhecimento desses princípios básicos para tornar mais fácil e eficiente a elaboração de textos.

Mas quais as qualidades que tornam um texto bem escrito? Apresento seis características essenciais a um texto.

  1. Clareza:  As ideias devem ser expressas de forma inteligível, isto é, de tal modo que não deixem dúvidas à sua interpretação. Construções sintáticas incorretas e a ambiguidade influenciam na qualidade do texto.
  2. Concisão: É preciso dizer exatamente o que se quer dizer. Diz-se por aí que devemos evitar as perífrases, circunlóquios, adjetivações e minúcias desnecessárias. Diferente do que se pensa, o texto deve ter como objetivo comunicar e não impressionar.
  3. Precisão:  Deve-se tomar cuidado com as palavras sinônimas. É preciso compreender que embora sinônimos sejam palavras de “mesmo sentido”, nunca teremos exatamente os mesmos sentidos. Na escolha da palavra certa devemos levar em conta o contexto e as nuances que se deseja Toda palavra terá um sentido exato. Repudie-se o sinônimo, se ele não traduzir a idéia  justa do que se quer expressar, pois é preferível pecar contra a elegância a pecar contra a precisão.
  4. Correção:  A isenção de erros gramaticais constitui-se numa qualidade essencial em  qualquer tipo de correspondência. Evitem-se, no entanto, os purismos e a linguagem rebuscada. O domínio da expressão escrita retrata “status”, liderança e segurança.
  5. Harmonia:  O emprego de cacofonias, de palavras rimadas, a ausência de ritmo na construção das frases, perceptível quando o texto é lido em voz alta, são erros desagradáveis e que somente a atenção e a sensibilidade do escrevente podem evitar.
  6. Polidez:   Consiste na ausência de frases agressivas e descorteses. Até as censuras são feitas com elevação e isentas de expressões insultuosas.

Você, meu leitor, coloca em prática essas características? Onde você mais peca?

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6 comentários :

  1. Achei as dicas muito interessantes!Vou me esforçar para ser mais sucinta e menos minuciosa!Abraço

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  2. Angela, apesar de seu blog ser composto de bastantes imagens, não acho que enrole ao escrever. O diferencial ali é que você fala numa linguagem acessível e que demonstra o tipo de relação mantida com o leitor. Linguagem é como roupa. Devemos usar a mais adequada à situação em que estamos. Obrigado por seu primeiro comentário aqui no Análise de Textos. Já viu que tenho a página dele no Facebook? Veja ali na sidebar!
    Até mais!

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  3. Olá Bauru,

    Confesso que tuas regras dão um norte para meus novos artigos, terei que ser mais correto. Sempre aprendendo.

    Abraço

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  4. Geraldo, obrigado pelos elogios sempre presentes. Vou me acostumar a isso. Enfim, são apenas lembretes adaptados da convivência diária com os problemas. Tomara que sirvam mesmo para melhorarmos [me incluo aqui] nossas produções.

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  5. Quando estava na faculdade, uma professora de Filosofia escreveu no meu trabalho: "Sandra, bom trabalho, porém, muito sucinta"...humpf
    Pensei: oras bolas, ou escreve que enchemos linguiça ou somos sucintos. #confusa
    Mas, até hoje, a palavra "sucinta" me persegue.
    Gostei do texto. Beijo

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  6. Sandra, alguns professores não conseguem ser claros quanto a isso. Existe uma diferença enorme entre ser sucinta e não desenvolver o assunto. Um texto que, por exemplo, repete as mesmas ideias a cada parágrafo não progride argumentativamente. Isso é encher linguiça. Por outro lado, ser sucinto demais pode incorrer no erro de deixar ideias importantes de lado. Isso faria com que o texto ficasse superficial.

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